Qualquer pessoa que faça parte do mundo das artes já lidou com eles, aqueles pequenos (ou grandes) caderninhos, às vezes de capa preta (tipo moleskine), outros com argolas, etc, não interessa o seu aspecto exterior, mas sim o que se pode encontrar no seu interior. Abrir um diário gráfico é um pequeno passo para um outro mundo.
Não podia deixar passar esta oportunidade de falar nestes cadernos. Neles de tudo um pouco se pode encontrar, rabiscos, desenhos, esboços, pensamentos e às vezes até verdadeiras obras primas.
No sábado passado inaugurou em Torres Vedras uma exposição sobre estes cadernos, chama-se "Diários Gráficos. Desenhos em cadernos." Esta exposição conta com a participação de portugueses, mas também de alguns estrangeiros. Citando o catálogo da exposição "Esta exposição é construída por desenhos, anotações escritas, esquemas, colagens ou outro tipo de técnicas, que têm a particularidade de serem executados em cadernos. Por este facto, de o suporte ser um caderno e de dimensões transportáveis, pressupõe que seja o resultado de um percurso, de um conjunto de experiências ou de situações que aconteceram ao longo de um tempo determinado - de uma viagem, mesmo sendo esta entendida unicamente como tempo de disponibilidade.
Recomendo que vejam a exposição, vale a pena.
Diários Gráficos - Desenho em Cadernos
Exposição
09 Janeiro » Sábado a 27 Fevereiro » Sábado
Galeria Municipal Paços do Concelho (Piso 3) » Torres Vedras
Se não tiverem a oportunidade espreitem alguns dos links que vos deixo de alguns dos desenhadores.
despertou com impressões de luz natural, erguendo o olhar para as impressões claras da manhã que se erguia pelo arvoredo a perder de vista. a luz madrugadora despertou folha a folha, ramo a ramo, árvore a árvore...
a luz sorrateira espreitou bem cedinho, impressionando quem acordou e a olhou. quem a viu, e depois contou, dizia que não haveria jamais alguma luz como aquela. e foi essa uma das impressões da manhã que ficou.
a manhã despertou, despertou impressões verdes, que verdes, na jovem memória assim ficaram. diversos cânticos foram ouvidos, cantadas pelas mais diversas aves, registados e arquivados nas memórias impressionantes da manhã.
e assim foi, e assim se descreveu, tudo o que naquela manhã aconteceu
Recentemente tive oportunidade de contactar com a obra do artista Jesper Just.
Existe uma exposição dele no Centro Arte Moderna José Azeredo Perdigão (Gulbenkian)
O artista é dinamarquês e é a primeira vez que expões em Portugal. A sala onde os seis vídeos que trouxe cá está organizada de maneira a que se vá vendo vídeo por vídeo, fazendo com que o espectador vá fazendo uma espécie de percurso, pois é necessário mudar de lugar para visionar outro filme. Neste link podem ver um vídeo com a montagem da exposição.
Os vídeos que o artista tem na Gulbenkian são: A Voyage in Dwelling (2008), A Room of One's Own(2008), A Question of Silence (2008), No man Is an Island (2002), This Love is Silent(2003), Something to Love(2005) e o meu preferido It will all end in Tears (2006).
Do mesmo artista encontrei outros dois vídeos que gostei bastante e que partilho aqui.